NO AR, O HUMANISMO DE AQUÁRIO
25 de janeiro de 2023 2023-04-25 9:14NO AR, O HUMANISMO DE AQUÁRIO

A partir das 5h35min de 20 de janeiro, o Sol transita em Aquário, signo da humanidade e do humanismo. Na roda zodiacal, após a fase capricorniana de realização material e afirmação social, as consciências devem se ampliar ainda mais em direção ao coletivo e ao que está além
dos limites de tempo e espaço. Nesse estágio, é preciso pensar nos outros, no mundo, no planeta, no amanhã. Então surge Aquário, que pertence ao socializante elemento ar e vem impregnado de ideias amplas e progressistas. É quando o homem já não se percebe como sujeito separado, mas como célula de um tecido social e, por isso, responsável pelos rumos do todo.
O símbolo do signo são ondas que se irradiam pelo céu. São conceitos humanitários; são inventos e descobertas da ciência; são frequências novas trazendo transgressão e estranheza ao que é ortodoxo. Enfim, são ondas do futuro, abalando estruturas, até serem substituídas por outras, no eterno fluxo cósmico. Pois quando a realidade mundana se cristaliza, na fase capricorniana, em cima de desigualdades e hierarquia de poderes, aí Aquário surge para idealizar um outro mundo, mais justo e livre, mesmo que ainda por acontecer – no futuro! E passa a perseguir esse mundo novo, com ideias e posturas incomuns.
Pela dialética dos regentes Saturno e Urano, nem todo sonho aquariano será de vanguarda e renovação. É comum encontrarmos aqueles que, no afã de serem do contra, assumirão posturas mais conservadoras. Seja como for, já vivemos num mundo um dia sonhado por aquarianos do passado: globalizado, conectado, com ciência e tecnologia tentando dar os parâmetros. Diante dessa sofisticação, o sonho de futuro do Aquário pode bem apontar para um retorno ao natural, com o resgate de Gaia, a Mãe Natureza primordial. Loucura? E que sonho não começa louco?
Aquário é o signo oposto complementar de Leão. É onde o amor já não cabe em si mesmo e quer se potencializar na irradiação de suas ondas. Se Leão é o coração, Aquário é a circulação do sangue, é a energia criativa que deve irrigar indistintamente todas as partes do corpo. É, portanto, o signo dos grupos, das amizades e fraternidades e de toda a humanidade.
Sim, a amizade é a melhor expressão do próprio ideal de amor aquariano: leal, sincero e responsável, mas livre e desapegado. No dizer do poeta Mario Quintana, a amizade é um amor que nunca morre. Talvez por estar – ou assim pretender – acima dos rituais, convenções e cobranças que costumam cercar o amor. O certo é que cada amigo é um pedaço de nós que se ilumina na diferença. E isso é aquariano demais. Em tese, amizade deve ser espaço de tolerância, respeito e liberdade. Nosso espírito cresce e se refina – ficamos mais humanos, em suma – quando nos permitimos ter amigos de diferentes origens, condições sociais, idades,
gostos, ideologias, sexualidades e religiões.
Cosmicamente, vivemos a transição entre grandes ciclos de tempo, as tais eras astrológicas.
Estamos no limiar da Era de Aquário, que vai durar mais de dois mil anos. O futuro se anuncia, é natural que assuntos aquarianos apareçam como tensões nos noticiários. Ante uma ordem antiga, restritiva e materialista, o embate pode ser duro e duradouro, mas nada pode frear as
ondas aquarianas já visíveis em temas como comunicação livre, direitos humanos irrestritos, afirmação de minorias, natureza e ecologia e modelos alternativos de ser, viver, amar e produzir. Utopias de uma humanidade mais justa e feliz? Ora, Aquário não vive sem elas!
Nivaldo Pereira – Facilitador da Casa V